Uma mulher de 55 anos foi morta a facadas na manhã deste sábado, 6 de junho, em Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha. A vítima foi identificada como Iloide Gruger. O principal suspeito do crime é o companheiro dela, um homem de 56 anos. O caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio.
Conforme as primeiras informações da investigação, o casal teria discutido antes do crime. Após o desentendimento, Iloide saiu de carro, conduzindo um Ford Ka, e passou a ser perseguida pelo suspeito, que dirigia um Nissan Kicks. A perseguição terminou na Rua Borges de Medeiros, no bairro Planalto, onde o homem teria provocado intencionalmente uma colisão contra o veículo da vítima.
Após a batida, segundo a apuração policial, o suspeito desceu do carro e atacou Iloide com golpes de faca na região do tórax. Equipes do Corpo de Bombeiros Voluntários e do Samu foram acionadas e encontraram a vítima desacordada ao lado do veículo. Ela chegou a receber atendimento no local e foi encaminhada ao Hospital São Roque, mas não resistiu aos ferimentos.
Depois do crime, o homem fugiu para uma área de mata próxima. A Brigada Militar realizou buscas e localizou o suspeito em um barranco, com ferimentos no tórax e no abdômen. Ele foi resgatado e encaminhado para atendimento médico sob custódia. A polícia apura a possibilidade de que os ferimentos tenham sido causados por automutilação.
De acordo com informações repassadas pelo delegado Fernando Vargas, que atendeu inicialmente a ocorrência, Iloide não possuía medida protetiva contra o agressor. A motivação do crime ainda será investigada, mas informações preliminares apontam que o caso pode estar relacionado à não aceitação do fim do relacionamento por parte do suspeito.
Com a morte de Iloide Gruger, o Rio Grande do Sul chegou ao 37º feminicídio registrado em 2026. O caso também é apontado como o primeiro feminicídio do mês de junho no Estado e o quinto do ano na Serra Gaúcha, conforme levantamento divulgado pela imprensa estadual.
Pela legislação brasileira, o feminicídio é o assassinato de mulher por razões da condição do sexo feminino, especialmente em contexto de violência doméstica e familiar ou por menosprezo/discriminação à condição de mulher. Desde a Lei nº 14.994/2024, o crime passou a ser autônomo no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime e deve ouvir testemunhas para esclarecer a dinâmica completa da ocorrência.
Serviço
Mulheres em situação de violência podem buscar orientação e denunciar pelo Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Em casos de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. No Rio Grande do Sul, também é possível registrar casos de violência doméstica e solicitar medidas protetivas pela Delegacia Online da Mulher.