Cão comunitário é encontrado morto com galho na garganta e Polícia investiga caso como maus-tratos em SP
Animal era conhecido e cuidado por moradores de Caiuá; morte causou revolta na comunidade e caso foi registrado na Polícia Civil
Publicado em 10/06/2026 22:01 • Atualizado 10/06/2026 22:01
BRASIL

 

Um cão comunitário foi encontrado morto na região central de Caiuá, no interior de São Paulo, na manhã da última sexta-feira, dia 5 de junho. O animal, conhecido pela comunidade e apelidado de Odim, foi localizado com um galho na região da boca e da garganta, situação que gerou revolta entre moradores e mobilizou autoridades locais.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, o cachorro vivia nas ruas, mas recebia cuidados constantes de moradores. Apesar de circular pela cidade, ele era alimentado, recebia água e carinho, além de passar algumas noites na casa de uma família que ajudava a cuidar dele.

O animal teria sido encontrado já sem vida por um dos moradores que o acompanhava. Imagens registradas no local devem auxiliar a Polícia Civil na apuração das circunstâncias da morte. Ainda não há confirmação oficial se o galho teria causado o óbito ou se o cão pode ter sido vítima de envenenamento ou de outro tipo de agressão.

O caso foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Caiuá pelo vereador Weslley Pinheiro, que afirmou ter sido procurado por moradores após a localização do animal. A ocorrência foi registrada como possível crime de maus-tratos contra cão, e a Polícia Civil informou que realiza diligências para esclarecer os fatos e identificar eventual responsável.

Nas redes sociais, moradores e protetores de animais demonstraram indignação com a morte do cachorro. O episódio reacendeu o debate sobre a proteção aos animais comunitários, que mesmo sem um tutor formal, costumam ser cuidados por grupos de moradores e fazem parte da rotina das cidades.

Pela legislação brasileira, praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais é crime. Quando a vítima é cão ou gato, a pena pode chegar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais. A pena pode ser agravada conforme as circunstâncias apuradas durante a investigação.

A Polícia Civil deve analisar os registros, ouvir testemunhas e buscar imagens que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu com Odim. Até o momento, não há informação sobre suspeitos identificados ou prisão relacionada ao caso.

O caso segue sob investigação.

 

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